redação em mandarim
LEIA AS REDAÇÕES VENCEDORAS DO CONCURSO DO DIA DA LÍNGUA CHINESA 2020

A ONU escolheu o dia da Chuva de Grãos – 19 de abril – para celebrar também o Dia da Língua Chinesa. Nestes tempos em que não podemos festejar presencialmente, nossa revista abre espaço para dar voz aos alunos do Instituto Confúcio. Três redações com o tema “Por que eu quero aprender chinês?” foram selecionadas para tradução e publicação, e seus autores receberam bolsas de estudos que vão de 20% a 100% para o próximo semestre. Confira a seguir toda a criatividade dos amantes e aprendizes do mandarim.

1º LUGAR: MARIANA ALVES DA SILVA

É possível oferecer muitas razões práticas e imediatas para estudar chinês. Alguém poderia dizer: “é a língua mais falada do mundo ” ou “a China é uma economia em grande expansão ”. Mas aprender um novo idioma demanda tanto esforço que é impossível dizer que não há encantos escondidos além de objetivos pragmáticos. Para cada um de nós que começamos a estudar chinês, há um conjunto peculiar de pequenos-grandes entusiasmos.

A minha coleção de motivos começa por algo simples: aprender uma nova língua é abrir-se para uma nova cultura e outras formas de interpretar o mundo. Mas depois de começar a aprender chinês, os fascínios tornaram-se cotidianos. São os encantos singelos: a complexidade dos sons que tenho que aprender a ouvir e a reproduzir, notar a musicalidade dos tons e dos ritmos internos às frases, e, ainda, me surpreender em como os ideogramas guardam em si portais para a história da língua. Um único caractere me transporta de volta ao chinês antigo, há milhares de anos, para os primórdios da escrita chinesa. Ao mesmo tempo, ele traz marcas de como um significado levou a outro, de como um sentido foi se associando a outro por conta do som e, assim, de como aquele “símbolo ” ganhou uma vida própria, carregando alterações e permanências ao longo de sua existência como portador de ideias humanas.

Assim, estudar chinês tornou-se um portal para um novo mundo de entusiasmo, um mundo que se expande a cada dia. Um novo universo no qual magicamente o meu chá preto ficou vermelho.

2º LUGAR: ALINE SODRÉ DE SOUZA

Sempre gostei de desenhar e a caligrafia, em especial, é algo que me cativa. Quando era criança, caprichava nas letras, mas queria algo além, mais desafiador. Via imagens da escrita chinesa e ficava maravilhada com a quantidade infindável de traços e combinações. Chegava a imitar e até a inventar alguns, mas me frustrava não compreender seus significados.

A China, para mim, era então algo misterioso e inacessível. Aos milhares de caracteres, somavam-se uma cultura milenar, a maior população do planeta e as enormes cifras de crescimento econômico, tudo isso a uma distância de quase 17 mil quilômetros do Brasil!

Quando finalmente tive a oportunidade de percorrer esse trajeto tão longo e conhecer uma parte desse país monumental, como não podia deixar de ser, visitei um trecho da Grande Muralha. Havia várias opções para facilitar a subida, mas preferi tentar chegar ao nível mais elevado a pé. Foi durante aquele trajeto que decidi estudar chinês.

Naquela caminhada de horas, subindo degrau por degrau para chegar a uma vista recompensadora, lembrei dos meus devaneios de infância e percebi como aceitar alguns desafios pode ser prazeroso. Dessa forma, quando retornei ao Brasil, pareceu-me uma ideia promissora tentar desvendar os tão enigmáticos caracteres, pouco a pouco, unindo-os aos sons instigantes e melódicos que ouvi durante minha estadia na China.

3º LUGAR: BRUNA SILVA MANO LINS

Chinês é um idioma que por mim é muito amado, é tão bonito e fascinante que no mundo todo é o mais falado. A escrita é elegante e a pronúncia me encanta, se existe alguém que não gosta de chinês, isso muito me espanta. Com muitas etnias e um conhecimento milenar, a China é tão impressionante que dela é impossível não gostar.

O motivo pelo qual estudo chinês é mais do que admiração incondicional, eu estudo porque gosto e também porque busco ascensão profissional. Com parcerias entre Brasil e China e tantas outras, entre eles, que virão pela frente, é mais do que necessário que em chinês eu seja fluente. Ser fluente em chinês é desafiador, eu confesso; mas como não passar por desafios, se nosso objetivo é o sucesso? O chinês foi se tornando fácil na medida em que eu estudava, cada avanço era uma conquista e era partindo desse princípio que eu me baseava.

A China tem uma cultura riquíssima, lá ocorrem vários festivais, entender a origem de cada um deles me incentivou a estudar cada vez mais. Gosto do Festival das Lanternas e o Ano Novo Chinês acho um amor, uma das vantagens de aprender chinês é ir a esses festivais sem auxílio de um tradutor. A China sempre esteve presente em nossas vidas e ela sempre irá estar, reinventando-se a cada ano, possui tecnologia de ponta para usar. A China é a maior exportadora, tudo ela consegue fabricar, produz do eletrônico ao têxtil, inclusive o seu celular. Fluência em mandarim é tudo o que quero, pois aprender chinês é essencial, eu reitero.